Arquivo | julho, 2011

Festival das Estrelas – Tanabata Matsuri

25 jul

Ontem quando fui encontrar minha tia no bairro da Liberdade, tive a grata surpresa de encontrar suas ruas suuuuper enfeitadas, cheias de enfeites coloridos!! Eu, desinformada, fiquei sabendo que estava no meio do Festival das Estrelas, Tanabata Matsuri, aqueeele em que as pessoas escrevem seus pedidos em papéis coloridos e penduram em bambus. E gente, fiquei abismada com a beleza do festival!!! Eram tipo uns móbiles ou lanternas muuuuitos coloridos e enfeitados com umas caudas que balançavam conforme o vento.. e nossa! Fiquei quase emocionada!!! E arrasada por não ter levado a minha câmera… (Por isso estou me utilizando de fotos do Estadão aqui, ok?)

Esse é o maior festival japonês no Brasil e reúne um moonte de gente fazendo seus pedidos de paz, amor, dinheiro, proteção, e esperança em papéis coloridos, pra serem pendurados nos bambus e posteriormente atendidos pelas estrelas. Conta a lenda do Tanabata que uma princesa artesã e um pastor se apaixonaram, e então passaram a viver apenas para o amor, esquecendo-se de suas obrigações. Como castigo foram transformados em estrelas e separados na Via Láctea. E todos os anos eles podem se encontrar apenas uma vez, e isso sempre no mês de julho (motivo pelo qual o festival acontece sempre neste mês). E para agradecer por este encontro, eles realizam os pedidos feitos e deixados pelas pessoas.

O festival mesmo só começou a ser comemorado no Japáo após a Segunda Guerra, como algo motivacional para as pessoas, e no Brasil, começou no ano de 1979! E é isso! Adoro essas lendas folclóricas, isso me soa até um pouco indígena, rs…E espero que ano que vem eu me informe com mais antecedência sobre o evento e possa curti-lo mais!!!

Livro: A Linguagem das Coisas

22 jul

Acabei de terminar um livro que mudou minhas idéias sobre algumas coisas e não poderia deixar de indicá-lo por aqui. O livro “A Linguagem das Coisas” de Deyan Sudjic – Diretor do Design Museum de Londres, fala sobre design, arte, moda e luxo sem fazer rodeios sobre suas considerações. “Moda não é arte. Mas nunca antes a moda se esforçou tanto para sugerir que poderia ser.”

E uma das coisas que mais me deixou interessada no livro foi o fato dele ser muito contemporâneo. O autor fala logo em sua primeira página sobre suas aquisições de Macbooks e o fenômeno iPhone, mas nem por isso ele deixa de falar bastante sobre a história e sobre o trajeto das artes, do design e da moda. Ele é objetivo mas consegue passar muitas informações, de uma maneira que você percebe que ali há muito conteúdo bem embasado sobre os assuntos.

Enfim, pra quem gosta de design, uma deliciosa leitura, compacta em pouco mais de 200 páginas pela editora Intrínseca, que vale a pena virar livro de cabeceira! E alguém teria uma dica pra uma próxima leitura? Estou precisando! =)

Julia Fraia

21 jul

Outra grata surpresa que tive no Workshop Criativo de Superfície foi conhecer o trabalho da designer Julia Fraia. Lá, pude ver ao vivo e a cores (e que belas cores!) seus produtos, e posso dizer que profissionalismo e capricho são adjetivos dessa marca!!  Bom, e o casasemchao ainda tem o prazer de tê-la como primeira entrevistada!

Julia é formada em Desenho Industrial e também estudou design gráfico. É uma apaixonada por fotografia e sabe se utilizar muito bem disso pra desenvolver ainda mais seu design.  Começou a marca Julia Fraia no final de 2009 e já está entrando em sua terceira coleção! Participou da Bienal de Design e faz projetos exclusivos, ou mesmo personalizados dentro de suas coleções. E posso falar? Uma coisa que me chamou muito a atenção foi o cuidado com os tags de seus produtos, nele a Julia colocou uma foto de referência da estampa, e a história dessa, ou seja, você acaba conhecendo tooodo o trabalho que existiu por trás daquele resultado final! Muito bom!! E vamos a entrevista!

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csc – Julia, quando foi que você decidiu trabalhar com design de superfície?

Julia – Sempre fui uma grande admiradora do trabalho da Marimekko, empresa finlandesa que aplica estampas atemporais em diversos produtos e tem como lema que a felicidade é encontrada em pequenos momentos, na beleza do dia a dia. Em 2008 comecei a criar estampas nas minhas horas vagas, procurei tutoriais na internet sobre como fazer rapports e aos poucos foi surgindo a coleção Curto Circuito. Foi nessa busca que conheci o termo Design de Superfície, no livro da Renata Rubim.

csc –  De onde surgiu a idéia de misturar fotos e estampas?

Julia – As estampas surgiram das fotos que eu “coleciono” com detalhes urbanos, como o caos dos fios elétricos, tampas de bueiros e ralos quebrados que formam uma estética muito interessante. São coisas que eu reparo quando ando pela rua e quando viajo. Queria mostrar isso para as outras pessoas, e levar essas formas do ambiente urbano para dentro de casa.

csc – Você pretende lançar seus produtos sempre em coleções temáticas?

Julia – Aplico o mesmo processo de criação do design gráfico e de produto nas coleções de estampas, isto é, parto de um briefing, busco conceitos e faço pesquisas e testes até chegar ao resultado final. Por isso todas as minhas  coleções terão um forte conceito como base.

csc – Você foi chamada para participar da Bienal de Design, como aconteceu esse convite?

Julia – A Professora da UNESP, e Doutora em Design, Mônica Moura, foi a pesquisadora da equipe de Adélia Borges (curadora da Bienal Brasileira de Design 2010), que viu meu trabalho na internet e entrou em contato comigo. O tema da Bienal foi Design, Inovação e Sustentabilidade. Preenchi uma ficha explicando detalhadamente o meu trabalho e enviei fotos. 3 das 5 estampas que enviei passaram pela seleção final e fizeram parte da principal  mostra da Bienal, ao lado de grandes nomes como Marcelo Rosenbaum e Goya Lopes.

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A Julia tem um site, o www.juliafraia.com.br onde os produtos dela podem ser encontrados e as comprinhas serem feitas (ebaa!!) Para quem gosta de acompanhar em tempo real, também tem o twitter /juliafraia.

O casasemchao gostaria de agradece-la imensamente pela participação e desejar ainda maaaais e mais sucesso!!  =)

Parede em relevo

20 jul

Gosto muito de revestimentos de parede, acho que eles tornam o ambiente mais detalhado… E alguns em especial, tornam-se inclusive toda a decoração do espaço!

Ultimamente tenho minha atenção voltada para os revestimentos de madeira. Como eu não fui na Exporevestir, acabei conhecendo algumas novidades na CasaCor mesmo. Mas vasculhando os sites de alguns fabricantes, descobri que as possibilidades de acabamentos e formas são inúmeras!

Fiquei encantadíssima quando vi uma parede toda coberta por uma textura que lembrava  escamas de peixe! Vi o revestimento em vários materiais, mas o que me agradou foi o de madeira… acho mais inusitado uma textura escamada nesse acabamento ao invés de furta cor ou marmorizado. O fabricante chama-o de Alvorada, e diz que seu design é inspirado nas formas dos pilares do Palácio do Alvorada. E se você analisa a referência, realmente faz sentido, mas que pra mim parecem mais escamas de peixe, ah… se parecem… rs…

Outro revestimento que me deixou fascinada foi o Niterói, do mesmo fabricante do Alvorada, a Mosarte. Seu design foi inspirado no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, e seus relevos são bastante evidentes devido as diferentes alturas em relação a superfície. São quadrantes de 29 x 29 cm que podem ser montados com várias composições.

E certamente, o meu favorito pela simplicidade da idéia, foi o revestimento de pregadores de roupa reutilizados. Vi que a Mosarte também tem esse produto, mas o da Casa Cor, pelo que encontrei, foi feito em parceria com  a Zaro – Design & Revestimentos. Achei demais criar uma textura tão bonita com um objeto tão trivial! E talvez se eu tivesse visto esse detalhe em uma parede que não fosse uma lavanderia (como foi proposto na mostra) talvez nem tivesse notado de que era realmente feito!

É bem isso, as possibilidades são infinitas, e pelo jeito, a criatividade também!

Design de Superfície

19 jul

Andei meio sumida mas o motivo foi mais do que justo: participei semana passada do Workshop Criativo de Superfície, ministrado pela designer Renata Rubim. E posso dizer que foi acima de tudo, revigorante! Fui em busca de técnicas de rapport e acabei voltando com isso e com mais um monte de idéias, conceitos, inspirações, informações, enfim… várias coisas pra serem processadas! 

O nosso dia-a-dia é cercado de várias coisas que tem sua superfície trabalhada, e muitas vezes nem nos damos conta disso. Coloquei alguns exemplos bem triviais, justamente pra afirmar isso da nossa proximidade com o design de superfície.

E desde não sei quando (rs..) sou apaixonada por estampas, ladrilhos, papéis de parede e várias outras coisas que tem desenhos “contínuos”… E foi por isso que comecei a rabiscar minhas próprias padronagens. A princípio desenhava por conta, ou seguindo briefings que recebia, mas há algum tempo resolvi de fato estudar o rapport. O rapport é na estamparia aquele desenho que vai se repetindo, ou seja, quando vemos um tecido, por exemplo, olhamos seu desenho e podemos identificar nele uma “área” que se repete. (na imagem, o rapport é a parte do desenho que está em preto e branco).

Emprestei alguns livros da Veka Haddad (http://vekahaddad.wordpress.com/) para pesquisar algumas técnicas e acabei conhecendo a Renata Rubim (www.renatarubim.com.br). Pioneiríssima na nossa literatura de design de superfície no Brasil, ela traz considerações muito boas sobre o assunto em seu livro. E quando eu achei o workshop dela, fiquei super animada!

A Renata nos passou as técnicas de desenvolvimento, nos deu dicas, nos ensinou a identificar melhorias e a realmente criar um rapport! Mas o melhor de tudo foi o que veio junto com isso! Foi uma troca de experiências incrível! Desenvolvemos exercícios muito bons de análise de trabalhos, de críticas construtivas, de feedback, de cores, e ainda pudemos dividir nossas vivências ensinando e aprendendo uns com os outros! E o fato é que esse tipo de convívio com certeza deixa a gente mais empolgada e satisfeita com a profissão!

O designer precisa ser um grande observador, ele precisa captar imagens, estuda-las, entende-las, transforma-las… desenvolve-las.. para criar uma coisa sua, nova e consistente. Ele precisa estar atento ao ambiente, às referencias que estão no cotidiano, ao novo que pode surgir de um ponto qualquer! 😉

Dia do Rock!

13 jul

Hoje é dia do Rock! (E niver da Loulou!!) E acho que é uma ótima oportunidade pra falar de um lugar que já teve seus tempos áureos, mas que continua me cativando! Rs… Bregona eu! O HardRock Cafe!

A rede começou com um restaurante em Londres, em 1971, criado por dois norte americanos (sim, aí está o motivo de toda aquela pinta americana!) e hoje tem mais ou menos umas 150 unidades pelo mundo! O nome foi tirado de um álbum do The Doors, o Morrison Hotel, e a idéia inicial era a de oferecer comida, mas também um ambiente legal, todo decorado com a temática do rock´n roll.

Hoje em dia, a coleção de objetos de rock que a rede possui é uma das maiores do mundo! E tudo começou com um “presentinho” do Eric Clapton, que freqüentava o restaurante, e vendo todas aquelas paredes decoradas, resolveu doar uma guitarra autografada. (Básico né! A guitarra da foto é do Robbie Krieger e não do Eric Clapton ok?)

A rede se expandiu, abriu muitas franquias… e nos anos oitenta passou a pertencer a um grupo empresarial. Mas foi nos anos 90, pelo menos aqui no Brasil, que pegou aquela febre de produtos HardRock Cafe. Eram moletons, camisetas, jaquetas jeans (afff… aquelas bordadas nas costas), cuecas samba-canção (siiiiim se você foi teen nos anos 90 deve se lembrar de como isso era usado como “shortinho”) e os memoráveis pins!

Agora, pra manter e aumentar a clientela, eles abriram outros empreendimentos, como cassinos e hotéis… Enfim, acho que toda aquela “aura” que o HardRock tinha se perdeu justamente por ter ficado mais comercialzão. Fato: a única vez que pisei em um de seus restaurantes, dentre os clipes todos passou um da Shakira (Oooppaaa!! Isso é pop! Certo?!?) Mas eles continuam por aí, e acho que ainda vale a pena conhecer pelo menos um! A decoração é massa, e isso é outro fato na minha opinião! =)

Da vovó!

12 jul

Bom, hoje, a minha querida vovó Paula completa 95 aninhos! E eu estava guardando algumas pesquisas minhas pra fazer esse post justamente hoje, pra ela! (Mesmo que ela não saiba o que é blog, ou mesmo que eu mostre e não entenda muito bem, rs..)

Mas vim aqui pra falar do crochê, na moda e no design! Na moda o crochê já vinha aparecendo no inverno, mas acho que é agora no verão 2012 é que ele vai aparecer com mais força! As tramas mais leves, os pontos abertos, combinam mais com o clima de calorão né? No foto que estou postando, da esquerda pra direita: Maria Filó, Sacada e Herchcovitch.

Interessante é que o crochê na moda, apesar de ter ficado durante um bom tempo restrito ao “coisas de vovó”, ele parece mais.. digamos assim, natural… Mas em outros setores do design acho que ele acabou sendo ainda mais “inova/revovador”!!!

Na última Paralela Móvel, que ocorreu junto com a Abup Móvel Show, tive a deliciosa surpresa de conhecer os projetos da Oferenda, marca da designer Nicole Verdi, de Porto Alegre. Um design cheio de simpatia, que alia um trabalho feito por artesãos, utilizando-se de tecido 100% reutilizado, com novas propostas. Nesse post, o que mais cabe certamente é a linha “Indústria da Vovó”! Cadeiras, mesinhas e outras peças, todas com armação em aço carbono e “preenchidas” com crochê!

Ainda falando de design tupiniquim, achei umas peças interessantes da estilista Lilli Piovesan, que tem toda a sua linha de moda, mas que acabou dando uma palhinha em movelaria também. São algumas cadeiras revestidas e vestidas com seu crochê!

E pra finalizar, a Crochet Chair do Marcel Wanders, que eu não descobri especiiificamente como é produzida, mas pelo que entendi é algo como uma fibra resinada, e por cima vem o crochê…Lindona não??? É a arte da vovós se reinventando! =)

Macrotendencias – 03

11 jul

Encerrando os posts das macrotedências, temos o Ser Mulher… e aí vem a pergunta, mas depois de androginia, de quebra de limites entre os gêneros, fala-se de feminilidade? Pois é. E o mais incrível é todos sabermos, que o ser humando é assim mesmo, cheio de vários conceitos dentro de si que conseguem se entender numa boa!

O Ser Mulher é a retomada de algumas características que as mulheres acabaram deixando meio de lado… Elas foram em busca do sucesso profissional, do reconhecimento e pra isso “esconderam” um lado de sua personalidade. Um exemplo que deram na palestra foi o da intuição, aquele sexto sentido da mulher… Aquilo que a gente não sabe explicar o porque mas que sabemos se vai dar certo ou não!

Muitas profissionais ocupam hoje posições que anteriormente eram de exclusividade masculina, e o fazem de seu próprio jeito. As mulheres querem sim toda essa conquista profissional mas não querem deixar de serem cuidadoras, de serem mães, de simplesmente serem mulheres!

E no mundo do consumo podemos perceber isso através de alguns “mimos”! Na minha particular opinião, a “loja” Brigaderia é uma ótima idéia que resgata um pouco desse Ser Mulher. É um espaço liiindo, todo decorado, cheio de firulinhas, e que tem como carro chefe o famoso brigadeiro! Quem não tem uma memória afetiva disso? Aquele doce delicioso feita pela mãe, ou pela avó, aquela coisa de carinho…

Estampas nas roupas, e até mesmo nos mobiliários…Ou mesmo bolsinhas, cadernetas, e uma infinidade de papelarias e apetrechos todos cheios daqueles detalhes que elas, principalmente, adoram!

Enfim… eu estava pensando sobre a palestra e o porque de eu ter ficado tão fascinada! Acho que é porque foi muuuito legal ver tudo que acontece no dia a dia, meio que “sintetizado”, e ver que tem várias equipes super empenhadas em captar cada traço do nosso perfil e transportar isso da melhor forma possível pros nossos futuros “desejos de consumo”!! Fiquei pensando na minha realidade mais próxima, e é bem isso mesmo… Posso olhar pra basicamente qualquer amiga minha e é isso que vou ver, uma garota que batalha, que faz cursos, que quer um lugar na profissão, que não tem mais tantos tabus quanto a geração de sua mãe, que gosta de usar a calça boyfriend e o paletó de alfaiataria, mas também aaama aquele broche de pedrarias da vovó, assim como adora a sua companhia… que quer ser independente, mas que ainda sonha em casar, e se possível, de véu e grinalda! =)

Macrotendências – 02

9 jul

Bom, a segunda macrotendência a ser abordada é o Genderless, que também faz parte do grupo maior do Sem Limites (www.habla.abril.com.br). As pessoas estão diminuindo as barreiras entre os gêneros feminino e masculino, o ser humano está sendo valorizado por si só, e não por ser homem, ou por ser mulher.

A androginia que vem invadindo o mundo da moda e do design há algum tempo é reflexo de todo um comportamento da sociedade onde as características dos gêneros vem se misturando. Há algumas décadas era impraticável que  meninas andassem de skate, enquanto que hoje elas formam um grupo bastante representativo nesse esporte… Homens, antigamente, “não deveriam” ser vaidosos, e atualmente existem linhas de produtos específicos para cabelo, pele e outros afins masculinos.

Na última edição do SPFW foram vistos nas passarelas dois modelos que traduzem bem essa linguagem do andrógino: Andrej Pejic e Lea T. Foi falado que ambos poderiam participar tanto de desfiles femininos como masculinos, e isso é uma afirmação dessa beleza pura do ser humando, independente de seu gênero. 

Algumas marcas gringas já tem inclusive em suas lojas, espaços nos quais as roupas femininas e masculinas são colocadas juntas, a fim de que o comprador possa optar por levar a peça que melhor lhe vestir, independente de modelagem específica. A Trimapee, faz looks femininos e masculinos utilizando as mesmas peças com diferentes combinações.

No design de produtos tecnológicos, os produtos estão cada vez mais neutros. O iPhone com seus traços limpos, não é masculino ou feminino, mas sim uma peça que pode ser usada por ambos sem que isso lhe dê algum caráter de gênero.  O Genderless é uma tendência que está cada vez mais se firmando em resposta a maneira como as pessoas estão se relacionando. =)

Macrotendencias – 01

7 jul

Semana passada fui a uma palestra, “Universo Feminino e a Moda em Calçados e Acessórios”, lá na Francal, apresentada pela WGSN em parceria com o Movimento HABLA! da Abril. (www.movimentohabla.com.br – site muuuuito bacana, recomendo super!)

O objetivo era falar  de macrotendências de comportamento que eles vem detectando e como isso é transmitido para o mundo da moda feminina. Fiquei fascinada com a maneira como tudo foi se desenvolvendo e se entrelaçando, e aqui, vou falar pra vocês sobre as tendências de comportamento, que já são notadas e vão ficar ainda mais fortes.  Sendo elas: Ageless, Genderless e Ser Mulher.

Pra não ficar muito cansativo, deixei cada macrotendência pra um post. A primeira sobre a qual vou falar, a Ageless, faz parte de um grupo maior ao qual o Habla deu o nome de Sem Limites, (achei muito bacana a maneira como os nomes traduzem bem o assunto incluso). No universo Sem Limites, e mais especificamente no Ageless,  a mulher passa a valorizar a maturidade. A beleza “fresca” e a juventude já não são mais sinais de associação com a conquista e o sucesso. É percebido que aquelas mulheres que alcançaram sucesso e influência, levaram um tempo natural para atingi-los, e isso é notado em sua aparência com muito orgulho.

Temos alguns exemplos claros de que a idade deixou de seu um paradigma para a beleza quando por exemplo a atriz Julianne Moore posa no alto de seus 51 anos para o calendário Pirelli 2011, ou quando jovens celebridades como Pink, Kelly Osbourne e Lady Gaga pintam seus cabelos para que fiquem grisalhos.

Na moda e no design percebemos essa macrotendência através das releituras e criações que remetem a temas mais antigos. No Salão de Milão 2011, foram vistas algumas releituras de clássicos como a Tulipa de Saarinen por Antonia Astori ou a poltrona Barcelona em nova cara por Jean-Marie Massaud. Mas hoje em dia nas lojas já vemos essa “brincadeira” com o passado, e eu chamo de brincadeira porque em muitos casos ela acaba soando meio lúdica na minha opinião. Ter um fogão ou uma geladeira da linha Brastemp Retrô quebra um pouco o ar mais austero que um ambiente possa ter… A televisão da LG com pézinhos anos 60 e a caixa laranja com certeza tornam o ambiente mais divertido…

Já no caso das embalagens, a meu ver, essa releitura reforça a história do produto. A nova “roupa” dos cosméticos Granado, conseguem aliar uma contemporaneidade, pelas cores, mas trazendo a tona toda aquela tradição e confiança da marca.

O ageless consegue agregar história, a bom humor e convicção, de que toda a tragetória daquela pessoa, objeto ou marca, foi traçada com muito orgulho e graças a isso, alcançou muito sucesso! E alguém duvida disso?